quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O Som do Kung Fu

Mestre Sênior Julio Camacho orientando Vida Kung Fu
O Mestre Sênior Julio Camacho, meu Si Fu e mentor na busca da Vida Kung Fu, já comentou inúmeras vezes durante nossas refeições, que uma mesa de praticantes de Ving Tsun num restaurante, sempre se destaca pela sua sintonia. É muito comum olharmos ao redor para observamos nessas ocasiões e constatarmos como euforia, ou desconexão, ou apatia são manifestações muito comuns entre os demais grupos que sentam juntos durante a ceia. Esse fenômeno me faz sempre refletir o quanto o processo de refino da sintonia nos é tão fundamental para o desenvolvimento humano, e como essa sintonia pode ser apoiada na sonoridade geral de um praticante de alto nível de Kung Fu.

Café da manhã na Sede do Clã Moy Jo Lei Ou na Barra
Dentro da nossa tradição no processo de transmissão do Sistema Ving Tsun, nos é muito comum usarmos a palavra escuta até mesmo na dinâmica gestual da luta, o termo Man Sau 手 (mão que pergunta) é talvez um dos mais usados antes de qualquer ação, seja em função da prática, da gestão, ou mesmo do cotidiano. Meu Si Fu costuma dizer que é muito comum as pessoas buscarem cursos de oratória, mas quase ninguém procura entender a importância da escutatória.  Em nossas atividades de Vida Kung Fu, buscamos a sintonia através do desenvolvimento da capacidade de nos escutarmos numa mesa, enquanto refinamos nossa atenção cuidadosa em cada detalhe, buscando sempre o refinamento do pensamento através do ordenamento adequado na fala, que por consequência resulta nessa sonoridade harmônica de nossa Família Kung Fu, muitas vezes o que notoriamente nos diferencia em relação aos demais frequentadores de um mesmo ambiente. 

 Baat Jaam Do na Barra sobre o
piso de cimento queimado 
Essa valorização da sonoridade resultante da busca pelo refinamento da atenção cuidadosa se manifesta também em nossas práticas corporais através de muitos exemplos. Um deles está em nossa Coleção de Provérbios Marciais Ving Tsun Kuen Kuit, Transcritos em Cantonês nos "Livros de Perda" pelo nosso Patriarca Moy Yat, onde parte de uma fala diz respeito ao bastão fazer apenas um som. O que quer dizer que a precisão do golpe não pode gerar mais mais que um ruído, mesmo tendo outro bastão apontado pra si. Ou como dizia o Patriarca Moy Yat, o único som que se escuta é o urrar do atingido.  Mesmo na prática do Muk Yan Jong, o famoso boneco de madeira do Sistema, a maneira como golpeamos o boneco diz muito respeito ao nível de Kung Fu do praticante. Não é incomum o Si Fu corrigir nossos movimentos nesse instrumento, mesmo quando de costas para nossa ação, simplesmente em razão do som que nossos golpes geram no aparelho. 

Ultimamente tenho estado muito atendo no barulho que os pés geram durante as aulas que ministro no Núcleo Ipanema, e cada vez mais compreendo a escolha do padrão de piso feita pelo Si Fu, inspirada na visita que ele fez ao Monastério Siu Lam 少林 quando esteve na China. O chão do Mogun é outra excelente ferramenta de desenvolvimento de Kung Fu, pois o barulho que cada passo gera denuncia a qualidade de nosso movimentos, nos ensinando como otimizar o enraizamento da base, a capacidade de distribuir peso sobre os pés, resultando numa maior excelência na movimentação marcial. 


A prática do Sistema Ving Tsun de Inteligência Marcial, permite ao praticante um aprimoramento progressivo em sua capacidade de se relacionar com o todo, pois nossa busca incessante em ampliar a sensibilidade, nos capacita à respostas mais eficazes para os desafios do dia a dia, nos ajudando na difícil tarefa do desenvolvimento humano através da interação de maneira integra e integrada com o universo. 


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Pés no chão.

Prática na madrugada após um dia de  Imersão de Gest
Meu Si Fu, o mestre Sênior Júlio Camacho da Moy Yat Ving Tsun líder do Clã Moy Jo Lei Ou, sempre reforça que o processo de desenvolvimento pessoal através Sistema Ving Tsun, passa por alinhar o pensamento às ações através da perspectiva Kung Fu. Em termos subjetivos, para uma pessoa como eu, que sempre fui identificado por ter a cabeça nas nuvens, nunca me foi difícil conceituar sobre como o aprendizado das práticas poderia ser aplicado às necessidades do cotidiano. Sou capaz de passar horas pensando no assunto ao ponto de nem perceber o dia passar sem ter colocado nada em pratica, acreditem!
Praticando Chi Sao no Continente Africano em Angola 

Quando iniciei minha jornada no Kung Fu, já fazem bem uns dezessetes anos,  poderia já ter o completado o Sistema se não tivesse passado as horas que mencionei acima apenas refletindo e  tivesse praticado mais, eu verdadeiramente não entendia como as atividades não relacionadas às práticas de combate simbólico potencializavam o desenvolvimento marcial. Devo confessar que era muito estranho pra mim ver meus irmãos Kung Fu se dedicando nos processos do Núcleo, eventos e Família Kung Fu, como forma de aprimoramento pessoal. E sempre tinha uma boa desculpa para sair pela tangente dos convites que me eram feitos. Talvez essa dificuldade de compreensão se traduza um pouco no episódio da narrativa da mesma incompreensão onde recentemente Ismael, membro do Núcleo Ipanema, me disse que foi pesquisar na internet para mostrar à um amigo sobre nossa Instituição, e teve muita dificuldade de encontrar imagens de lutas, pois sempre que pesquisava sobre nós era uma enxurrada de fotos de refeições entre a Família Kung Fu. 

Viagem à Buenos Aires com Meu Si Fu 
E foi justamente minha relutância em mergulhar fundo na Vida Kung Fu, de maneira mais efetiva no processo da relação Si Fu Todai, que tornava a fantasia do Kung Fu algo sempre maior que a realidade do desenvolvimento humano que temos como principal "produto ofertado" por nosso trabalho. Sempre que eu ouvia meu Si Fu falar que Ving Tsun é um negócio tão legal que serve até pra lutar, eu jogava esse conceito muito mais para o campo da imaginação, que para o campo da prática. 

Foto Si-To Luxemburgo 2019






No ano de 2013, finalmente eu aceitei a aposta do meu Si Fu em mim, e aceitei o convite ao Discipulado, devo confessar que na época eu ainda acreditava que quem estava apostando era eu, mas prefiro deixar isso para uma postagem posterior. E em fim entendi que esse processo em si não mudaria nada se o simbólico  não service  como lastro para se impelir ações práticas. Passei me permitir apreciar as nuances da vida Kung Fu, principalmente nas viagens internacionais com meu Si Fu. Processos pesado de imersão numa dimensão de treino que vai muito além da prática de luta, onde a morte simbólica poderia ser apreciada em cada ato de um dia, do deixar uma colher cair no chão num café da manhã, ao quase perder um vôo por deixar meu laptop na sal de embarque. O melhor disso tudo, foi o aprendizado que minhas desculpas plausíveis como cansaço, problemas distantes, ansiedades e frustrações, se tornavam cada vez mais inverídicas para mim mesmo. 

Imersão de Gestão Kung Fu, Setembro de 2019
Hoje como profissional de Ving Tsun, algo que jamais haveria pensado na vida, meu olhar de dentro desse processo me faz perceber o quanto a ilusão do Kung Fu é distante da prática em si, nessa minha proposta em buscar desenvolvimento através de alcançar a excelência em cada gesto. Sei que ainda estou muito distante daquilo que enxergo como possível, e que talvez jamais alcance o que observo nos notórios exemplos que conheci dentro da Denominação Moy Yat Ving Tsun, mas uma coisa eu tenho certeza hoje, não vai ser viajando na maionese que chego lá,. Então peço licença aos que estão lendo, que tenho que pôr as mãos à obra aqui. 


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Eternas memórias de momentos efêmeros.

 Dia 23 de Maio de 2019 foi um desses momentos em que achei crueldade o tempo não permitir se congelar.

Durante o primeiro evento do Instrumento Estratégico do Clã Moy Jo Lei Ou denominado Efemérides da vida Kung Fu, pude vivenciar na presença de meu Si Fu Julio Camacho, minha Si Mo Márcia Moura e meus preciosas irmãos Kung Fu que compõe nossa diversa família, momentos preciosos de se reviver um passado do qual não participei. O tema que inauguraria esse Instrumento não poderia ser outro que a Cerimônia de Discipulado de nosso próprio Si Fu.

Ficou ao encargo de se narrar sobre o evento que inscreveu o nome Moy Jo Lei Ou na Árvore Genealógica do Sistema Ving Tsun eu, o diretor do Núcleo Barra André Almeida, e meus Si Hing Roberto Vianna e Cris Chaves. Uma tarefa bem complexa, falarmos sobre algo que nenhum de nós presenciou, usando apenas a nossa percepção extraída do convívio com o nosso próprio Si Fu.

Eu tentei pesquisar sobre o assunto durante o dia na Internet, para poder buscar em algum registro algo que pudesse apoiar minha fala, mas de tudo que lia, nada traduzia o que agradasse minha intuição. No caminho do Núcleo Barra, abri a foto do evento e fiquei buscando nela detalhes que me inspirassem nessa missão Kung Fu quase esotérica, quem sabe algum sopro do além me ajudasse na missão. Nesse momento me dei conta que dado à posição da foto tirada após  momento em que o Si Fu fazia as três reverências cerimonias de seu Baai Si de joelhos, no exato instante em que ele servia o chá para meu Si Taai Gung Moy Yat, por opção de seu próprio Si Fu Leo Imamura, me veio uma imensa de curiosidade de poder ver a expressão do meu Si Fu. Essa curiosidade me despertou inúmeras memórias do olhar dele nas tantas cerimônias discipulares que participei em nossa família. Algo que sempre me chamou muita atenção, pois nessas ocasiões, justamente sempre houve a manifestação de uma expressão ímpar de sentimentos inalcançáveis para quem nunca vivenciou tal momento de sua posição.

Durante esse evento, o Si Fu narrou uma série de histórias engraçadas, talvez na intenção  de desmistificar a perspectiva exagerada que seus To Dai nutrem à respeito de suas incríveis habilidades como Mestre e Discípulo, assim como de  praticante e ser humano. Não sei o que falar sobre  o impacto de conhecer as tantas gafes que meu Si Fu cometeu nos meus irmãos Kung Fu, mas garantidamente em mim, só me fez crescer a admiração de como um jovem comum, com todas suas dificuldades e limitações, conseguiu se tornar um exemplo dentro e fora da Denominação Moy Yat Ving Tsun em excelência e dedicação ao que se propõe.

Como nada em nas atividades de nossa família pode terminar em si, na sequência fomos brindados com mais uma emocionante Cerimônia de Passagem de Nível do meu Si Dai Thales Guimarães, que em seu acesso ao Domínio Biu Je, nos emocionou à todos com seu relato de como o Ving Tsun lhe possibilitou se tornar um médico tão conectado aos seus pacientes ao ponto de ser o único ter nota máxima na avaliação de relações interpessoais em seu mestrado numa das mais conceituadas instituições do mundo nos Estado Unidos.

Tais momentos, que guardo com tanto apreço em minha memória são de de natureza tão intensa, só me atestam cada vez mais a importância que meu Si Fu dá à longevidade das relações, pois apenas longos períodos de convívio nos permitem eternizar grandes passagens de nossa vida tão curta.









sexta-feira, 24 de maio de 2019

Grandes roteiros mentais.

Mestre Sênior Julio Camacho e Patriarca Moy Yat 
Dia 24 de Maio de  2019 eu tive a honra indicar pessoalmente ao meu Si Fu Julio Camacho a praticante do Núcleo Vitrine de Ipanema Vivian Tristão Rios, num daqueles momentos mágicos ao qual a emoção se manifesta de tal maneira que fica difícil não deixá-la transbordar.
Viviam, apesar de ser praticamente uma iniciante no Programa Fundamental, desde de suas primeiras Aulas de Fundamentação do Sistema Ving Tsun, sempre demonstrou um grau incomum de conexão de quem chega numa "academia de artes marciais" à procura de defesa pessoal. Dotada de uma fome por conhecimento, trazia às suas práticas questões sofisticadas que tornam meu processo de transmissão de nosso Legado, um aprazível desafio de ter cada vez mais para se oferecer. E um senso de responsabilidade muito grande na missão de representar meu Si Fu nesse "ponto avançado" de nossa Família Kung Fu na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Claudio Teixeira em Cerimônia de Discipulado 
Havíamos nos organizado para essa atividade para o Sábado dessa semana, entretanto entre os desencontros das agendas minha, do Si Fu e dela, e com muito Biu Je da minha parte, conseguimos ajustar tudo bem em cima da hora para nos encontrarmos no Restaurante Chon Kou em Copacabana,  algo que fugiu completamente da programação original desse evento. Estava um pouco nervoso porque acabou que nos atrasamos meia hora deixando o Si Fu esperando no local de seu compromisso anterior, fato que estava me trazendo desconforto que durou até o momento que sentamos numa mesa ao fundo do restaurante, por sugestão do Si Fu.  Nesse instante, ele nos revelou que fora exatamente naquela mesa que se sentou a comitiva que recebeu meu Si Taai Gung Moy Yat em sua histórica visita no Rio de Janeiro. Curiosamente fiquei ciente que estava sentado na mesma posição que ele, enquanto Viviam escolheu a posição que se sentou nosso Si Fu. Foi justamente esse pequeno relato do meu Si Fu que me fez, de uma maneira que não sei explicar o porquê, disparar uma forte emoção que trouxe todo sentido à expressão "passar um filme me minha cabeça". Enquanto vivenciamos o que poderia ser mais uma momento de Vida Kung Fu à mesa, como tantos outros que passei, me lembrei de minha jornada na Família, desde minha admissão, passando pelo meu Baai Si até a data de ontem, quando perguntei ao Si Fu e à Si Mo Márcia Moura, se poderia Reafirmar meu Discipulado com minha Si Mo no dia oito de Junho na mesma ocasião da Cerimônia de Admissão na Família da Viviam. 

O que poderia parecer algo de relativa relevância para mim mesmo, me causou um sentimento de um profundo significado em minha história no Kung Fu. Estar sentado naquele lugar que foi palco de um momento tão significativo no passado do meu Si Fu, apoiando meu Si Fu num convite que aponta para mais um futuro membro de nossa Família, me fez refletir da importância do meu papel diante da minha missão de honrar nossa Ancestralidade. E acima de tudo de como tenho o dever de estar em consonância com os valores transmitidos pelo meu Si Fu sendo mais uma engrenagem em nossa longeva família. 

Convite Formal de ingressar na Família Jo Lei Ou de Viviam Tristão Rios
Dentre os inúmeros ensinamentos passados pelo Si Fu nesse dia tão singular, terminei o encontro com uma visão mais ampla da perspectiva de como devo balancear minha relação pessoal com o querer, o dever e o poder. E como a busca por alinhar essa equação tantas vezes tão dissonante me é inglória pela minha dificuldade de equilibrar a razão e a emoção. De acordo com o compreendi de uma de suas inúmeras falas, que justamente é através da Vida Kung Fu que posso possibilitar extrair a  mágica de transformar o que poderia ser uma refeição entre pessoas se conhecendo, num símbolo tão poderoso que é capaz de desconstruir a idéia que tenho de mim mesmo que sou uma pedra de gelo emocional. Mesmo quando me esforço para não deixar os sentimentos me atrapalhar na minha atenção cuidadosa, como hoje em que estava com um olho na mesa e o outro nesse misto de sensações. Devo acreditar que até que me sai bem em não deixar transparecer o quase transbordo de tantas emoções, salvo ao derramar um chá na mesa. O que me conforta diante da gafe é que ainda sei que tenho muito tempo para corrigir essa minha capacidade de ser tão desajeitado através da relação vitalícia Si Fu To Dai (risos).

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Roupa limpa.

Mestre Sênior Julio Camacho
Existem momentos na vida em que a situação parece se complicar de tal maneira que a sensação de se estar dentro de uma máquina de lavar é uma metáfora que o Si Fu usa bem adequada. Curiosamente um dos Instrumentos Estratégicos do Clã Moy Jo Lei Ou que mais aprecio, que são as Viagens com a Liderança da Família, me trouxe um série de consequências complexas de se lidar pós sua realização.

Depois dessa ultima viagem fui surpreendido por um tsunami de  situações bem desconfortáveis e desanimadoras, parte em função da própria viagem em si e outras de naturezas completamente distintas. A conclusão de tudo que fui observar na Europa me trouxe um horizonte de possibilidades animadoras. Pude iniciar uma série de ações em função de alguns projetos que tinham tudo para catapultar mais ainda a minha carreira como um Diretor de Núcleo da realização do objetivo de ser um liderança de família. Mas de três semanas para cá algo parece ter saído da ordem. Uma enxurrada sem fim de problemas começou travar os processos aos quais me dispus me trazendo a crescente sensação de pesar e desânimo até nas mais simples e corriqueiras atividades do cotidiano.

Mestre Sènior Julio Camacho me certificando
como Diretor do Núcleo Ipaenma
Nessas horas, ser praticante de Ving Tsun não só me traz a possibilidade de reverter tais processos, assim como a responsabilidade de assim o fazer. Como posso falar de relaxamento na crise, desenvolvimento humano, inteligência marcial e outros tantos conceitos que transmito sem ser exímio usuário dessas mesmas ferramentas. Mas por onde começar?

Momento mágico e inspirador de Vida Kung Fu na Philadelphia
com Mestre Sênior Julio Camacho 
Hoje tive uma reunião com o Si Fu Julio Camacho sobre uma série de assuntos administrativos e questões gerais de nossa família Kung Fu. Ao termino dessa atividade entrei num processo de  Investigar os pontos de que estavam de fato me atrasando, de cara percebi que o fato de ter me jogado de cabeça numa série de ações me causou um distanciamento progressivo na minha relação Si Fu To Dai. E de cara me veio em mente que esse afastamento muito estava contribuindo para o lapso de dissintonia ao qual me encontrava. O simples fato de ver como o Si Fu aproveitou o fato de não poder sair de casa por ordens médicas e usando isso para poder aumentar a produção de material em função da nossa família em si já me causou aquilo que ele explica de constrangimento que mobiliza. Lembrei muito de uma frase que meu pai sempre dizia: as palavras movem, o exemplo arrasta.

Vida Kung Fu nos proporciona momentos onde a simples presença de estar com o Si Fu, nos possibilita buscar a energia necessária para enfrentar os desafios mais complexos. Não se permitir se vitimar das circunstâncias tem sido um dos ensinamentos mais úteis para esses momentos para aproveitar  que estou dentro dessa da máquina de lavar, já sair com a roupa limpa para o próximo desafio.


terça-feira, 7 de maio de 2019

Alinhando o discurso.

Eu ao fundo participando do Seminário de Alinhamento Teórico do CMJLO
Sábado dia três de Maio tivemos nosso Segundo Seminário de Alinhamento Teórico do Programa Fundamental do Clã Moy Jo Lei Ou, conduzido pela liderança de nosso Clã, o Mestre Sênior Julio Camacho. A atividade começou às oito da manhã terminando próximo das quinze, e dentro do mesmo espírito do Seminário da semana anterior, pudemos em consonância com a proposta de juntos como discípulos, apoiar nosso Si Fu na sua missão de desenvolver essa nova camada de Instrumentos Estratégicos que tem por finalidade servir de proteção e apoio em nosso missão de transmitir o Legado do Ving Tsun. 


Mestre Sênior Julio Camacho alinhando os temas do SAT
A manhã começou com em tom suave, enquanto o discorríamos assuntos amenos até a chegada de todos participantes, e logo que o grupo estava completo, mais uma vez o Si Fu nos separou em grupos, e pediu para que cada grupo listasse trinta e seis temas para serem comparados aos que ele já tinha previamente idealizados. O mais interessante foi que nossa lista chegava bem perto das que ele já tinha em mente, o que em si deixava explícito o quanto o amadurecimento de nossa família nos mantém sintonizados. Uma vez todos os temas listados, partimos para o trabalho conjunto de alinharmos as nomenclaturas e na sequência nosso Si Fu começou discorrer sobre os mais importantes. De maneira nos orientar de como devemos ajustar o pensamento sempre do todo para parte, e passando dados preciosos de cada um dele, dentro de sua ampla vivência debruçado no assunto. 


Mestre Sênior Julio Camacho em Palestra na USP
Durante o seminário, a maneira como meu Si Fu discorria dos temas individualmente, sem em momento algum transpassar um assunto sobre o outro, me fez lembrar de quando estive com ele em São Paulo para a palestra sobre Ving Tsun Kung Fu durante a aula inaugural de Arte Marcial Chinesa, Cultura e Movimento do ano letivo de 2017, por convite do professor Walter Roberto Correia (docente responsável pela Disciplina do Departamento de Pedagogia do Movimento do Corpo Humano da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo).  
Naquele dia em especial, eu fiquei muito impressionado como ele conectava assuntos distintos sobre a proposta de explicar alguns ideogramas escolhidos como tema, e confesso que achei que me seria impossível que um dia eu pudesse falar de maneira tão ampla sobre Kung Fu e Ving Tsun. Passado pouco mais de dois anos desse evento, saio desse Seminário muito mais confiante em puder ser um digno legatário do Sistema Ving Tsun, e seguro de poder como diretor de uma dos Núcleos de nosso Clã, levar esse vasto conhecimento ao alcance de outras pessoas. 







terça-feira, 30 de abril de 2019

Semeando limites.

Mestre Sênior Júlio Camacho orientando a prática do Seminário de Alinhamento Prático.
Meu Si Fu Julio Camacho certa vez me falou a importância do posicionamento em tudo na vida. Citando o exemplo da lógica do favorecimento do ciclo natural das coisas através do Feng Shui, ele me explicou que muito além da parte "esotérica" do milenar método de ordenamento físico dos ambientes, o mais importante dessa arte está justamente em organizar as coisas de maneira orientar a passagem de outras coisas. De uma maneira mais objetiva, quando organizamos o que nos está ao redor de maneira estratégica, permitimos uma melhor ocorrência dos fatos.

Eu (ao fundo), Rúbia e Pedro Corrêa preparando uma das aulas de fundamentação
Nesse sentido, o Fantástico Seminário de Alinhamento Prático das Aulas de Fundamentação do Programa Fundamental nesse fim de semana, cumpriu seu papel em razão da coerência com a proposta que o Mestre Sênior Julio Camacho fez em construir esse projeto com a real participação e assinatura dos membros do seu Clã.

Mestre Sênior Júlio Camacho conceituando o Programa Fundamental
Cada vez mais me fica claro como o precioso uso adequado das palavras, tão incentivado pelo meu Si Fu, explicita contornos claros aos nosso Instrumentos Estratégicos. Geralmente quando se usa o termo Seminário em um Evento, pensa-se em um palestrante despejando seu conhecimento sobre sua platéia, que em raros momentos é convidada participar do tema. No caso ocorrido no último sábado, o Si Fu conduziu-nos criar uma série de aulas para serem postas em prática, em seis grupos diferentes, onde cada grupo ao apresentar suas propostas, era submetido ao criterioso crivo do cada vez mais estruturado molde para nossas aulas refinado pelo Si Fu. O mais importante de tudo é que mesmo onde haviam erros conceituais, não se era descartada a proposta, mas no contínuo esforço de nossa liderança em aproveitar tudo como se apresenta, sempre se conseguia gerar espaço para se redesenhar o proposto de maneira efetiva.

Mestres Leonardo Reis e Thiago Pereira discípulos do Mestre sênior Julio Camacho
Toda semente traz consigo uma uma orientação genética clara que limita, direciona e organiza o processo de crescimento do que dela germinar. Nesse sentido cada vez mais me fica claro a maneira meticulosa que nossa terminologia é incentivado pelo meu Si Fu, de maneira explicitar contornos claros aos nosso Instrumentos Estratégicos. A escolha de chamar nossa atividade de Seminário, no sentindo de disseminar uma idéia, assim como o uso da palavra Alinhamento, no intuito de dar margens e direcionamento claro ao processo, me faz compreender cada vez mais esse cuidado com termos nos auxilia em orientar o pensamento para os desafios do cotidiano.